Quando respirar se torna um posicionamento coletivo

Respirar é, no cotidiano, um gesto individual e automático de vida. Na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, porém, grupos de mulheres mostram que essa prática também pode ser um posicionamento coletivo. Há gerações, elas mergulham em águas geladas e cheias de riscos para colher frutos do mar em apneia, sem qualquer equipamento de respiração. Mais do que qualquer lógica de competição individual, permanecem atentas às condições do mar, aos cuidados necessários e ao fôlego umas das outras, em uma espécie de “respiração coletiva”. São as Haenyeo (pronuncia-se ré-nió), personagens que a pesquisadora Jinhee Park, curadora da exposição “Sopro do Mar – Jeju Haenyeo, mulheres e coletividade”, aproxima do público brasileiro com a mostra em exibição no Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), em São Paulo, até 30 de agosto, como ela conta a seguir.