Quem chegar ao Jockey Club de São Paulo no próximo sábado (5) poderá encontrar uma cena pouco comum para uma tarde de turfe: entre uma corrida e outra, o som dos tambores japoneses toma conta do Hipódromo de Cidade Jardim, grupos de dança apresentam tradições de diferentes regiões do Japão e uma cerimônia de Kagami Biraki marca a celebração da amizade entre os dois países. É assim que a 32ª Copa Japão de Turfe pretende aproximar duas tradições que, à primeira vista, parecem pertencer a universos diferentes.
Realizado desde 1993, o evento utiliza o próprio universo das corridas de cavalos como ponto de partida para uma celebração da relação entre Brasil e Japão. A edição de 2026 será gratuita e terá programação das 12h às 21h, combinando a agenda esportiva do Jockey Club com manifestações culturais japonesas e opções de gastronomia. A proposta ganha um significado particular em São Paulo, onde a presença japonesa e nipo-brasileira faz parte da paisagem cultural da cidade há gerações.
Entre as provas programadas estão o Grande Prêmio Ipiranga e o Grande Prêmio Barão de Piracicaba , que marcam a abertura da Quádrupla Coroa Paulista. Também serão disputados o Grande Prêmio Independência, a própria Copa Japão de Turfe e o Clássico Prefeito de São Paulo. As corridas acontecem entre 12h30 e 18h.
É fora da pista que a programação ganha outra identidade. O público poderá assistir a apresentações de taiko, forma de percussão japonesa que se tornou uma das expressões mais reconhecíveis da cultura do país, com o Keindaiko e o Ikkon Taiko Arts Ensemble. O Ryukyu Koku Matsuri Daiko acrescenta ao programa referências de Okinawa, enquanto o Shan Shan Kasa Odori leva ao palco uma dança tradicional caracterizada pelos chapéus ornamentados. Contam também com a apresentação do Jya Odori( Dança do Dragão de Nagasaki ), sendo este o único dessa modalidade no Brasil.

A programação também inclui o Coral do Colégio Oshiman, aproximando a celebração das experiências construídas pela comunidade nipo-brasileira no Brasil. Em vez de apresentar a cultura japonesa como um conjunto distante de tradições, a presença de grupos formados ou atuantes no país ajuda a mostrar como essas manifestações ganharam novos espaços e significados ao longo da história da imigração japonesa.
Um dos momentos mais simbólicos será o Kagami Biraki, conhecido no Brasil como Quebra do Taru. A cerimônia tradicional consiste na abertura da tampa de um barril e está associada a prosperidade, união e bons presságios. No contexto da Copa Japão, o ritual funciona também como uma representação da própria ideia que sustenta o evento: transformar uma celebração esportiva em um espaço de encontro entre culturas.
A gastronomia completa esse percurso. A praça de alimentação terá opções japonesas e brasileiras, enquanto a programação voltada às famílias inclui passeio a cavalo, trenzinho e brinquedos infláveis. As atividades infantis e alguns dos passeios terão cobrança à parte.
A escolha do Jockey Club como cenário acrescenta outra camada à experiência. O espaço faz parte da história esportiva e arquitetônica de São Paulo. Durante a Copa Japão, um patrimônio tradicional do turfe recebe manifestações culturais de uma comunidade que também ajudou a construir a identidade da cidade. O resultado é uma celebração que usa o esporte como ponto de encontro para contar, de maneira informal, uma história de convivência entre Brasil e Japão que já atravessa mais de um século.
Serviço
32ª Copa Japão de Turfe 2026
Data: 5 de setembro de 2026, sábado
Horário: 12h às 21h
Corridas: das 12h30 às 18h
Local: Jockey Club de São Paulo — Hipódromo de Cidade Jardim
Entrada: Gratuita
Acessos:
Rua Dr. José Augusto de Queiroz, 93 — Portão 1
Avenida Lineu de Paula Machado, 599 — Portão 6
