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Intercâmbio sino-brasileiro

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O caminho percorrido pelo cinema brasileiro até o público chinês e as transformações dessa relação ao longo das últimas décadas serão discutidos no dia 23 de setembro, em São Paulo. O Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo recebe a crítica e historiadora de cinema Maja Korbecka para uma palestra sobre a cooperação cinematográfica entre China e Brasil, com entrada gratuita e tradução simultânea.

A proposta é olhar para uma relação cultural construída gradualmente. A palestra parte da chegada tardia do cinema brasileiro ao público chinês em comparação com produções de outros países latino-americanos e acompanha as diferentes formas pelas quais essas obras circularam no país asiático durante o período das Reformas. Entre os pontos abordados estão a importação e a exibição de filmes, a transmissão pela televisão e as práticas de dublagem, além da maneira como determinadas produções foram recebidas pelo público chinês.

Essa circulação também passou por mediadores culturais. Segundo o Sesc, o encontro pretende discutir o papel da crítica cinematográfica chinesa, das semanas de cinema e das redes ligadas ao cinema de arte na apresentação de filmes brasileiros ao público e aos próprios cineastas chineses. A abordagem amplia a ideia de intercâmbio cultural: antes de uma colaboração direta entre produtores, existe um processo de descoberta, interpretação e construção de interesse por aquilo que vem do outro país.

No período mais recente, a cooperação ganhou novos caminhos, que serão tratados na parte final da palestra. Estão entre os temas os acordos de coprodução, iniciativas vinculadas ao BRICS, a circulação de obras em festivais e as redes internacionais de cinema de arte. O encontro também dará atenção às relações entre o brasileiro Walter Salles e o chinês Jia Zhangke, cineastas que aparecem na trajetória dessa aproximação cinematográfica entre os dois países.

A trajetória analisada na palestra também revela como a circulação de filmes depende das conexões criadas ao redor deles. Críticos, festivais, emissoras, cineastas e instituições culturais ajudaram a construir pontes para que obras brasileiras encontrassem espaço na China — e, mais recentemente, para que a relação avançasse em direção a coproduções e novas redes de colaboração.

SERVIÇO

A cooperação cinematográfica entre China e Brasil
Data: 23 de setembro de 2026
Horário: das 11h às 13h
Local: Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo — 4º andar
Entrada: Gratuita, inscrições disponíveis pelo site
Formato: Presencial, com tradução simultânea
Com: Maja Korbecka, crítica e historiadora de cinema

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