Reputação é ativo de negócio

Para que a experiência do cliente se traduza, efetivamente, em resultado de negócio, é preciso entender que a comunicação parte do que ele vive com a marca, e não do que ela diz. Essa é a visão de Felipe Paniago, CMO do Reclame Aqui, após mais uma imersão na China sobre a jornada de consumo, compartilhada no evento da empresa, o RA Trust Executive. O executivo reforça a importância de cada interação ser planejada com intenção. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de uma cultura de cuidado, onde o atendimento é projetado para entregar eficiência e gerar impacto direto na percepção da marca.”
O último estágio de sucesso

Quando se fala em desenvolvimento, não tem como não se olhar para a Ásia. Embora a China seja o grande destaque no momento, o país está na ponta de um estágio de evolução econômica que começou no Japão após a Segunda Guerra. E é fundamental que o trade de publicidade e marketing esteja atento a esse novo cenário, porque como nos conta Paulo Gala – economista, especialista em desenvolvimento econômico e um dos grandes estudiosos da China e da Ásia, em geral – é de lá que vêm as grandes oportunidades hoje. E onde há oportunidade, há necessidade de comunicar, propagar e, claro, vender.
‘Soft power’, a força do intangível

O interesse pela China vai além de comércio e economia. Cresce sua imagem atrativa na mídia, em intercâmbios acadêmicos, culturais e missões de negócios, rompendo estereótipos e preenchendo o imaginário com novos valores. É o ‘soft power’ em ação — influência e persuasão via cultura —, como explica a professora Mayara Araujo, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). “A grande vantagem do conceito é abrir espaço para entender o papel simbólico da cultura e da mídia diante do contexto das relações internacionais”, diz ela.
‘A moda como passaporte para o leste’

Se tem uma coisa que fica evidente para quem tem algum tipo de contato com o trabalho do jovem diretor de criação, designer de moda e fundador da Musgu (@musgu.inc), Yanly Kassin Erh, é que a ele não falta imaginação. Então, não seria uma linha imaginária como a do Meridiano de Greenwich que o impediria de ir atrás de suas inspirações para criar, ainda que do outro lado do mundo. E foi rompendo esse eixo entre o ocidente e o oriente, além de tantas outras barreiras, que Yanly, filho de um dos ícones da publicidade brasileira, Erh Ray, foi morar em Tóquio, no Japão, como conta na entrevista a seguir.
Made in Bangladesh

Basta olhar as etiquetas de roupas de redes de vestuário no Brasil para ver o “Made in Bangladesh”. Um dos maiores exportadores do mundo do setor, o país asiático conquistou seu espaço no mercado brasileiro. E a tendência é crescer, se depender de iniciativas como a da Câmara de Comércio e Indústria BrasilBangladesh (BBCCI), responsável pela Made in Bangladesh Expo 2025 (15 a 18 de junho no Novotel São Paulo Center Norte – madeinbangladesh.com.br). Nesta entrevista, o vice-presidente da BBCCI, Muhammad Saiful Alam, fala do que pode ser ampliado nessa relação e até de como os profissionais de marketing podem se beneficiar dela.
Vagas abertas

Quais as oportunidades de trabalho em uma empresa chinesa? O que é preciso saber sobre sua cultura organizacional? Há, de fato, uma barreira linguística? Essas são dúvidas que podem ser esclarecidas na 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas (31/5), organizada pelo IEST Group com a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e o Instituto Confúcio na Unesp. O evento ocorre na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo (https://fremc. iestgroup.com/). Nesta entrevista, o chief operating officer (COO) do IEST Group, Lucas Peng, já antecipa aqui algumas respostas, até porque a sua história serve de exemplo.
Desvendando os ideogramas chineses

Nem o sotaque carioca que encobre um português perfeito esconde a nacionalidade da professora de mandarim Chen Xiaofen. E nem ela tem essa intenção. Promotora da cultura chinesa, ela ganhou muita visibilidade com seu curso online chinesmaster.com.br. Na entrevista a seguir, ela conta que a maior dificuldade em ensinar chinês é romper a descrença que muitos alunos impõem a si mesmos para aprender. E para os que têm medo dos “tracinhos”, ela mostra toda beleza dos ideogramas por meio da sua simbologia, história, poesia, humor, trocadilhos e tudo mais que cabe à riqueza de uma língua.
Roteiro Coreia na Av. Paulista

Quem quiser conhecer um pouco da cultura coreana, pode contar com um roteiro que pode ser feito totalmente a pé nas proximidades da Av. Paulista em São Paulo.
A K-Arte como bigorna cultural global

O que um país do outro lado do planeta do tamanho de Pernambuco pode ensinar ao mundo sobre arte? Pois foi isso que a jornalista, historiadora e especialista em arte contemporânea Julia Flamingo foi saber na Coreia do Sul. Nômade digital, ela é fundadora da Bigorna (@bigorna_art), uma plataforma cultural que fomenta o pensamento crítico por meio de conteúdo e cursos tendo a arte como base. Inspirada na ferramenta que molda metais, ela acredita que a arte tem o poder de uma bigorna para remodelar pensamentos rígidos, muitas vezes enviesados e preconceituosos. E a partir daí foi ver in loco como e por que a K-Arte está moldando a cultura global.
O mundo sociopolítico pelas lentes do cinema chinês

Ela foi curadora da primeira mostra de cinema chinês na cidade de São Paulo, em 2009, em uma iniciativa do Instituto Confúcio na Universidade Estadual Paulista (Unesp). De lá para cá, Cecília Mello se dedica à difusão do cinema da China para além da sala de aula na Universidade de São Paulo (USP), onde leciona. É autora de diversas publicações, como o livro ‘The cinema do Jia Zhangke’, publicado pela Bloomsbury no Reino Unido. Agora, como curadora do Cineclube do Instituto Confúcio da Unesp, ela fala sobre a importância do cinema chinês para se entender o mundo sociopolítico contemporâneo.