Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

Tecnologia humanizada

Cidades chinesas como Xangai despertam admiração mundial com sua paisagem urbana de alto impacto visual, marcada por fachadas interativas, painéis de LED gigantes e mídia digital em larga escala. No Brasil, a TCL Semp dá um gostinho dessa estética com ações como o patrocínio à 11ª edição do Cine Vista, no JK Iguatemi (SP). Nesta entrevista, Dale Chen, diretor de marketing para a América Latina, fala, entre outras coisas, sobre como essa inovação digital, tão celebrada na China, com uma abordagem humanizada, tão fundamental para os brasileiros, é importante para uma comunicação eficaz e um crescimento sustentável nesse mercado.

Reputação é ativo de negócio

Para que a experiência do cliente se traduza, efetivamente, em resultado de negócio, é preciso entender que a comunicação parte do que ele vive com a marca, e não do que ela diz. Essa é a visão de Felipe Paniago, CMO do Reclame Aqui, após mais uma imersão na China sobre a jornada de consumo, compartilhada no evento da empresa, o RA Trust Executive. O executivo reforça a importância de cada interação ser planejada com intenção. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de uma cultura de cuidado, onde o atendimento é projetado para entregar eficiência e gerar impacto direto na percepção da marca.”

O último estágio de sucesso

Quando se fala em desenvolvimento, não tem como não se olhar para a Ásia. Embora a China seja o grande destaque no momento, o país está na ponta de um estágio de evolução econômica que começou no Japão após a Segunda Guerra. E é fundamental que o trade de publicidade e marketing esteja atento a esse novo cenário, porque como nos conta Paulo Gala – economista, especialista em desenvolvimento econômico e um dos grandes estudiosos da China e da Ásia, em geral – é de lá que vêm as grandes oportunidades hoje. E onde há oportunidade, há necessidade de comunicar, propagar e, claro, vender.

‘Soft power’, a força do intangível

O interesse pela China vai além de comércio e economia. Cresce sua imagem atrativa na mídia, em intercâmbios acadêmicos, culturais e missões de negócios, rompendo estereótipos e preenchendo o imaginário com novos valores. É o ‘soft power’ em ação — influência e persuasão via cultura —, como explica a professora Mayara Araujo, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). “A grande vantagem do conceito é abrir espaço para entender o papel simbólico da cultura e da mídia diante do contexto das relações internacionais”, diz ela.

‘A moda como passaporte para o leste’

Se tem uma coisa que fica evidente para quem tem algum tipo de contato com o trabalho do jovem diretor de criação, designer de moda e fundador da Musgu (@musgu.inc), Yanly Kassin Erh, é que a ele não falta imaginação. Então, não seria uma linha imaginária como a do Meridiano de Greenwich que o impediria de ir atrás de suas inspirações para criar, ainda que do outro lado do mundo. E foi rompendo esse eixo entre o ocidente e o oriente, além de tantas outras barreiras, que Yanly, filho de um dos ícones da publicidade brasileira, Erh Ray, foi morar em Tóquio, no Japão, como conta na entrevista a seguir.

Made in Bangladesh

Basta olhar as etiquetas de roupas de redes de vestuário no Brasil para ver o “Made in Bangladesh”. Um dos maiores exportadores do mundo do setor, o país asiático conquistou seu espaço no mercado brasileiro. E a tendência é crescer, se depender de iniciativas como a da Câmara de Comércio e Indústria BrasilBangladesh (BBCCI), responsável pela Made in Bangladesh Expo 2025 (15 a 18 de junho no Novotel São Paulo Center Norte – madeinbangladesh.com.br). Nesta entrevista, o vice-presidente da BBCCI, Muhammad Saiful Alam, fala do que pode ser ampliado nessa relação e até de como os profissionais de marketing podem se beneficiar dela.

Vagas abertas

Quais as oportunidades de trabalho em uma empresa chinesa? O que é preciso saber sobre sua cultura organizacional? Há, de fato, uma barreira linguística? Essas são dúvidas que podem ser esclarecidas na 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas (31/5), organizada pelo IEST Group com a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e o Instituto Confúcio na Unesp. O evento ocorre na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo (https://fremc. iestgroup.com/). Nesta entrevista, o chief operating officer (COO) do IEST Group, Lucas Peng, já antecipa aqui algumas respostas, até porque a sua história serve de exemplo.

Desvendando os ideogramas chineses

Nem o sotaque carioca que encobre um português perfeito esconde a nacionalidade da professora de mandarim Chen Xiaofen. E nem ela tem essa intenção. Promotora da cultura chinesa, ela ganhou muita visibilidade com seu curso online chinesmaster.com.br. Na entrevista a seguir, ela conta que a maior dificuldade em ensinar chinês é romper a descrença que muitos alunos impõem a si mesmos para aprender. E para os que têm medo dos “tracinhos”, ela mostra toda beleza dos ideogramas por meio da sua simbologia, história, poesia, humor, trocadilhos e tudo mais que cabe à riqueza de uma língua.

Roteiro Coreia na Av. Paulista

Quem quiser conhecer um pouco da cultura coreana, pode contar com um roteiro que pode ser feito totalmente a pé nas proximidades da Av. Paulista em São Paulo.

A K-Arte como bigorna cultural global

O que um país do outro lado do planeta do tamanho de Pernambuco pode ensinar ao mundo sobre arte? Pois foi isso que a jornalista, historiadora e especialista em arte contemporânea Julia Flamingo foi saber na Coreia do Sul. Nômade digital, ela é fundadora da Bigorna (@bigorna_art), uma plataforma cultural que fomenta o pensamento crítico por meio de conteúdo e cursos tendo a arte como base. Inspirada na ferramenta que molda metais, ela acredita que a arte tem o poder de uma bigorna para remodelar pensamentos rígidos, muitas vezes enviesados e preconceituosos. E a partir daí foi ver in loco como e por que a K-Arte está moldando a cultura global.