Uma rota para diálogos

Eu ainda me lembro da sensação de frustração ao ouvir aqueles colegas recém-chegados à escola e não conseguir compreender uma única palavra. Sabia que falavam chinês, mas não tinha ideia do que conversavam. Naquela época, cheia de inseguranças da adolescência, não rompi a barreira da língua para me aproximar deles.
Em Busca de Hansik

Até 1º de fevereiro de 2026, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) realiza a mostra inspirada no fotolivro Coreia do Sul
Tecnologia na veia

A consolidação da China como um dos principais polos globais de biotecnologia tem impactos diretos sobre sistemas de saúde, pesquisa científica e estratégias de inovação em diversos países, incluindo o Brasil. À frente da MGI Tech, empresa chinesa com atuação em mais de 100 mercados, Duncan Yu explica nesta entrevista como tecnologias de sequenciamento genético, automação laboratorial entre outros vêm sendo incorporadas a políticas públicas, projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à sustentabilidade. Ao detalhar a atuação da companhia no Brasil, o executivo aborda o modelo chinês de desenvolvimento tecnológico, suas parcerias locais e os efeitos práticos dessa estratégia para a ciência, a saúde e o ambiente de negócios na relação bilateral entre Brasil e China.
“Mandarim como ativo profissional”

Idealizador da implementação do primeiro Instituto Confúcio do Brasil, inaugurado em 2008, o professor Luis Antonio Paulino foi pioneiro ao enxergar a dimensão estratégica que a China teria para o país no século 21. Hoje, à frente de uma rede presente em todo o território nacional, responsável pelo ensino da língua e divulgação da cultura chinesa, ele defende o estudo do mandarim como ferramenta essencial. E isso de forma acadêmica e profissional, especialmente para quem atua em um ambiente cada vez mais integrado ao eixo Brasil-China, como especialistas em propaganda e marketing.
Muito além da burocracia

A relação Brasil-China avança, e com ela as oportunidades de negócios. Mas é preciso ir além da burocracia jurídica, das formalidades contratuais e das missões que viram turismo. Negociações eficazes nascem da leitura das sutilezas culturais e dos modos de trabalho que só quem vive as duas realidades consegue interpretar. É nesse ponto que a atuação da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) torna-se decisiva, como fica evidente na entrevista a seguir com o seu presidenteexecutivo, Oscar Wei.
Mais espaço para livros chineses

Habituado a encarar multidões que se debruçam sobre as bancas das editoras durante as feiras de livros, o editor da Anita Garibaldi e coordenador do Centro de Documentação e Memória da Fundação Maurício Grabois, Cláudio Gonzalez, tem um termômetro preciso das preferências do público sobre os títulos. E na última Feira do Livro da USP, em novembro, uma preferência ficou ainda mais clara: o interesse por obras chinesas e sobre a China é uma realidade crescente. Na entrevista a seguir, ele fala de oportunidades e desafios para o segmento editorial aproveitar esse momento.
Desafio aceito

“Como você vai largar sua carreira para trabalhar com confecção?” Foi essa a pergunta que a publicitária Cinthia Kim ouviu dos pais coreanos ao trocar a vida corporativa pelo negócio da família no Bom Retiro, bairro paulistano que segue crescendo sob uma forte influência coreana. A escolha se mostrou acertada e a levou à presidência da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV). Hoje, como a primeira mulher à frente da entidade, ela busca reposicionar a percepção pública do bairro ao peso econômico e cultural real que ele tem.
‘A arte da guerra’ como inspiração para líderes de paz

Há quem encare as artes marciais apenas como técnicas de autodefesa e livros como ‘A arte da guerra’ apenas como manuais de combate a adversários. Porém, tanto a prática quanto o clássico milenar do pensamento estratégico chinês revelam não um convite ao confronto, mas um repertório profundo sobre disciplina, tomada de decisão e inteligência situacional. É sobre essas competências indispensáveis a qualquer liderança estratégica responsável, que o sinólogo Rogério Fernandes de Macedo, fundador da Associação Sunbin de Wushu e Cultura Chinesa de São Paulo, fala na entrevista a seguir.
‘Fazer primeiro as coisas certas e, depois, fazer certo as coisas’

É com essa chamada “bússola ética”, título desta entrevista, que Ray Yang, chief marketing officer (CMO) global da JOVI, fala sobre a atuação e as perspectivas de longo prazo da empresa no Brasil. A marca, que começou a operar no país em maio deste ano, faz parte do grupo chinês vivo Mobile Communication, um dos líderes globais do segmento, com 30 anos de mercado. Na entrevista a seguir, Yang relembra a trajetória de desenvolvimento e inovação dos celulares, além da presença estratégica no Brasil, que consolida a marca como protagonista na jornada dos smartphones.
O Brasil como prioridade para o streaming asiático

Se antes as novelas brasileiras ultrapassavam barreiras culturais e conquistavam a Ásia, agora é o entretenimento asiático que ganha popularidade e força entre o público brasileiro. Com quase 11 milhões de usuários registrados no país – de um total de cerca de 100 milhões no mundo –, a plataforma de streaming Rakuten Viki tem o Brasil como um de seus três maiores mercados. Nesta entrevista, a vicepresidente de marketing da empresa, Karen Paek, detalha como a alta interação e as particularidades dos fãs brasileiros tornam o país uma prioridade em suas estratégias.