Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

‘Soft power’, a força do intangível

O interesse pela China vai além de comércio e economia. Cresce sua imagem atrativa na mídia, em intercâmbios acadêmicos, culturais e missões de negócios, rompendo estereótipos e preenchendo o imaginário com novos valores. É o ‘soft power’ em ação — influência e persuasão via cultura —, como explica a professora Mayara Araujo, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). “A grande vantagem do conceito é abrir espaço para entender o papel simbólico da cultura e da mídia diante do contexto das relações internacionais”, diz ela.

‘A moda como passaporte para o leste’

Se tem uma coisa que fica evidente para quem tem algum tipo de contato com o trabalho do jovem diretor de criação, designer de moda e fundador da Musgu (@musgu.inc), Yanly Kassin Erh, é que a ele não falta imaginação. Então, não seria uma linha imaginária como a do Meridiano de Greenwich que o impediria de ir atrás de suas inspirações para criar, ainda que do outro lado do mundo. E foi rompendo esse eixo entre o ocidente e o oriente, além de tantas outras barreiras, que Yanly, filho de um dos ícones da publicidade brasileira, Erh Ray, foi morar em Tóquio, no Japão, como conta na entrevista a seguir.

Made in Bangladesh

Basta olhar as etiquetas de roupas de redes de vestuário no Brasil para ver o “Made in Bangladesh”. Um dos maiores exportadores do mundo do setor, o país asiático conquistou seu espaço no mercado brasileiro. E a tendência é crescer, se depender de iniciativas como a da Câmara de Comércio e Indústria BrasilBangladesh (BBCCI), responsável pela Made in Bangladesh Expo 2025 (15 a 18 de junho no Novotel São Paulo Center Norte – madeinbangladesh.com.br). Nesta entrevista, o vice-presidente da BBCCI, Muhammad Saiful Alam, fala do que pode ser ampliado nessa relação e até de como os profissionais de marketing podem se beneficiar dela.

Vagas abertas

Quais as oportunidades de trabalho em uma empresa chinesa? O que é preciso saber sobre sua cultura organizacional? Há, de fato, uma barreira linguística? Essas são dúvidas que podem ser esclarecidas na 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas (31/5), organizada pelo IEST Group com a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e o Instituto Confúcio na Unesp. O evento ocorre na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo (https://fremc. iestgroup.com/). Nesta entrevista, o chief operating officer (COO) do IEST Group, Lucas Peng, já antecipa aqui algumas respostas, até porque a sua história serve de exemplo.

Desvendando os ideogramas chineses

Nem o sotaque carioca que encobre um português perfeito esconde a nacionalidade da professora de mandarim Chen Xiaofen. E nem ela tem essa intenção. Promotora da cultura chinesa, ela ganhou muita visibilidade com seu curso online chinesmaster.com.br. Na entrevista a seguir, ela conta que a maior dificuldade em ensinar chinês é romper a descrença que muitos alunos impõem a si mesmos para aprender. E para os que têm medo dos “tracinhos”, ela mostra toda beleza dos ideogramas por meio da sua simbologia, história, poesia, humor, trocadilhos e tudo mais que cabe à riqueza de uma língua.

Roteiro Coreia na Av. Paulista

Quem quiser conhecer um pouco da cultura coreana, pode contar com um roteiro que pode ser feito totalmente a pé nas proximidades da Av. Paulista em São Paulo.

A K-Arte como bigorna cultural global

O que um país do outro lado do planeta do tamanho de Pernambuco pode ensinar ao mundo sobre arte? Pois foi isso que a jornalista, historiadora e especialista em arte contemporânea Julia Flamingo foi saber na Coreia do Sul. Nômade digital, ela é fundadora da Bigorna (@bigorna_art), uma plataforma cultural que fomenta o pensamento crítico por meio de conteúdo e cursos tendo a arte como base. Inspirada na ferramenta que molda metais, ela acredita que a arte tem o poder de uma bigorna para remodelar pensamentos rígidos, muitas vezes enviesados e preconceituosos. E a partir daí foi ver in loco como e por que a K-Arte está moldando a cultura global.

O mundo sociopolítico pelas lentes do cinema chinês

Ela foi curadora da primeira mostra de cinema chinês na cidade de São Paulo, em 2009, em uma iniciativa do Instituto Confúcio na Universidade Estadual Paulista (Unesp). De lá para cá, Cecília Mello se dedica à difusão do cinema da China para além da sala de aula na Universidade de São Paulo (USP), onde leciona. É autora de diversas publicações, como o livro ‘The cinema do Jia Zhangke’, publicado pela Bloomsbury no Reino Unido. Agora, como curadora do Cineclube do Instituto Confúcio da Unesp, ela fala sobre a importância do cinema chinês para se entender o mundo sociopolítico contemporâneo.

Na trilha literária do Oriente

Há quase 20 anos, a historiadora e jornalista Paula Carvalho colocou uma mochila nas costas e fez sua primeira viagem ao continente asiático. No roteiro, China, Paquistão, Índia, Nepal, Irã e Turquia. Uma “trilha” que ela afirma ter mudado por completo sua forma de ver o mundo. A partir de então, passou a dedicar seus estudos acadêmicos a esse outro lado do planeta, para onde volta sempre que pode. E é ela que nos ajuda, nessa série de três entrevistas (a primeira publicada na edição de 21 de abril de 2025), a entender um pouco mais sobre o comportamento oriental por meio de referências poéticas, literárias e cinematográficas, que por sua vez são a base dos valores de seus povos.

Muito além do tarifaço

O mundo parece em suspensão. Aguarda desdobramentos de uma guerra tarifária imposta pelos Estados Unidos globalmente, mas fortemente direcionada à China. O cenário tem exigido muitas análises da imprensa, de comentaristas políticos e econômicos por meio de dados estatísticos, regulamentos de organizações internacionais, conceitos de cadeias produtivas e afins. Mas o que será que a cultura, os valores de uma sociedade que são seus pilares, traduzidos por meio da literatura, poesia, cinema, música e as artes em geral, falam sobre as atitudes das nações? Nessa série que começa nesta edição, a ideia é contribuir para mais entendimento do comportamento oriental, no caso chinês, por meio do seu pensamento poético e literário. E para isso contamos com a ajuda da pesquisadora de poesia chinesa e brasileira Heng Yi, especialista em Estudos Comparados pela Universidade de Lisboa.

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