Somos todos asiáticos?

A pergunta do título é um convite à reflexão sobre a identidade do brasileiro. A ciência, por meio da genética, já comprovou que o Homo sapiens sapiens, a espécie humana que conhecemos hoje, surgiu na África, de onde se espalhou pelo mundo, cruzando, em sua trajetória, com outras espécies, como os neandertais na Europa e, em partes da Ásia, com grupos como os denisovanos.
No caso das Américas, estudos indicam que os povos originários descendem diretamente de populações vindas da Ásia há milhares de anos. Por isso, falar da pré-história do Brasil é também reconhecer uma conexão profunda com o continente asiático.
Nesta entrevista, Pedro Paulo Funari, historiador, antropólogo, arqueólogo, professor da Unicamp e autor de livros como “Pré-história do Brasil”, da Editora Contexto, ajuda a ampliar esse olhar. Mais do que revisitar o passado, a conversa lembra que o Brasil não começou em 1500 e que conhecer a história, os saberes, as línguas, a arte e a cultura dos povos indígenas é essencial para contar quem são os brasileiros, de fato, com mais justiça, respeito e verdade.
Vietnã para além de Hollywood

Valter Peixoto nasceu em Santos, São Paulo, cidade onde o maior porto da América Latina aproxima o Brasil do mundo todos os dias. Nesse ambiente, marcado pela circulação de mercadorias e pelo encontro entre diferentes países, ele iniciou uma trajetória profissional.
Especialista em comércio exterior, com pós-graduação em relações internacionais e uma veia de comunicador, Valter encontrou no podcast Mente Mundo uma forma de transformar curiosidade, pesquisa e análise em conteúdo acessível. Seu olhar se voltou para o Sudeste Asiático, mas nesta entrevista ele fala especificamente do Vietnã, país muitas vezes ainda visto pelo imaginário ocidental a partir da guerra e das narrativas de Hollywood.
Para ele, no entanto, o Vietnã precisa entrar no radar dos brasileiros como exemplo de desenvolvimento, estratégia, resiliência histórica e pragmatismo econômico, como conta a seguir.