O voo do dragão

Da reunificação à ascensão econômica, o percurso recente do Vietnã é tema do curso “O Voo do Dragão – Política e Desenvolvimento no Vietnã Contemporâneo”, conduzido por Valter Peixoto Neto. As aulas online abordam as transformações políticas, econômicas e geopolíticas do Vietnã contemporâneo, propondo uma leitura sobre os fatores que contribuíram para ampliar a presença do país no comércio internacional e nas cadeias globais de valor.
Especialista em relações internacionais, com atuação concentrada em geopolítica, economia e desenvolvimento do sudeste asiático, Valter propõe uma leitura sobre os fatores que contribuíram para ampliar a presença do país no comércio internacional e nas cadeias globais de valor. As aulas, com mais de 10 horas de conteúdo, são gravadas e podem ser acessadas por diferentes dispositivos, acompanhadas de materiais de apoio exclusivos.
Ciclo de Mangá

Essa é para quem gosta de mangás. A Japan House São Paulo promove, no dia 18 de julho, uma edição especial do Ciclo de Mangá, evento dedicado à leitura e discussão sobre quadrinhos japoneses. Dessa vez, o tema é “Golden Kamuy”, obra do autor Satoru Noda que conquistou leitores ao combinar aventura, acontecimentos históricos e referências à cultura do povo ainu – comunidade indígena originária do norte do Japão. Gratuita, a atividade convida o público a mergulhar em um dos universos mais singulares dos quadrinhos japoneses contemporâneos.
Ambientada nos anos posteriores à Guerra Russo-Japonesa, a narrativa acompanha a busca por um tesouro escondido enquanto apresenta aspectos da história, da língua e dos costumes ainu. Para além da aventura, a obra tem desempenhado um papel importante na divulgação da cultura desse povo, frequentemente marginalizado ao longo da história japonesa e ainda pouco conhecido pelo público brasileiro.
Ao trazer “Golden Kamuy” para o centro do debate, a iniciativa também amplia a compreensão sobre a diversidade cultural do Japão, contribuindo para superar visões simplistas e estereótipos que frequentemente reduzem o país a elementos da cultura pop ou aos grandes centros urbanos. Nesse sentido, o encontro oferece uma oportunidade para conhecer tradições, memórias e formas de vida que ajudam a compor a complexidade histórica e social do arquipélago japonês.
Mais do que discutir um mangá de sucesso, o evento propõe uma reflexão sobre como a literatura e as artes podem servir de ponte para aproximar diferentes culturas e tornar visíveis histórias que, por muito tempo, permaneceram à margem.
Ambientada nos anos posteriores à Guerra Russo-Japonesa, a narrativa acompanha a busca por um tesouro escondido enquanto apresenta aspectos da história, da língua e dos costumes ainu. Para além da aventura, a obra tem desempenhado um papel importante na divulgação da cultura desse povo, frequentemente marginalizado ao longo da história japonesa e ainda pouco conhecido pelo público brasileiro.
Ao trazer Golden Kamuy para o centro do debate, a iniciativa também amplia a compreensão sobre a diversidade cultural do Japão, contribuindo para superar visões simplistas e estereótipos que frequentemente reduzem o país a elementos da cultura pop ou aos grandes centros urbanos. Nesse sentido, o encontro oferece uma oportunidade para conhecer tradições, memórias e formas de vida que ajudam a compor a complexidade histórica e social do arquipélago japonês.
Mais do que discutir um mangá de sucesso, o evento propõe uma reflexão sobre como a literatura e as artes podem servir de ponte para aproximar diferentes culturas e tornar visíveis histórias que, por muito tempo, permaneceram à margem.
Alimentação na China Antiga

Para quem gosta de história, vale a visita ao Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, onde está sendo exibida a mostra “Sabores da Tradição – História da Alimentação na China Antiga”. A exposição abriga um acervo de artefatos que ampliam o intercâmbio cultural com países estrangeiros.
A exibição faz parte da programação do Ano Cultural Brasil-China, que busca estreitar laços entre os dois países e aproximar o público da cultura chinesa. Com coordenação geral da Expomus e articulação institucional do Ministério da Cultura, a mostra fica em cartaz até 11 de outubro, com mais de 120 objetos cedidos temporáriamente pelo Museu Nacional da China, em Pequim, cobrindo um arco temporal de 10 mil anos.
A exposição demonstra a riqueza cultural da culinária chinesa e como esta se entremeia na tradição dos mais diversos povos. O circuito expositivo vai além das vitrines e traz recursos tecnológicos, incluindo projeções digitais e telas interativas que recriam banquetes imperiais.
Com entrada gratuita, a visitação ocorre de quarta a domingo, das 10h às 18h, com a última entrada permitida até às 17h.
Serviço
Evento: Exposição “Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga”
Realização: Ministério da Cultura, Ibram, Museu Histórico Nacional e Museu Nacional da China
Data: de 27/06/2026 até 11/10/2026
Horário: de quarta a domingo das 10h às 18h
Local: Museu Histórico Nacional (MHN)
Endereço: Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro – RJ
Entrada: gratuita
Somos todos asiáticos?

A pergunta do título é um convite à reflexão sobre a identidade do brasileiro. A ciência, por meio da genética, já comprovou que o Homo sapiens sapiens, a espécie humana que conhecemos hoje, surgiu na África, de onde se espalhou pelo mundo, cruzando, em sua trajetória, com outras espécies, como os neandertais na Europa e, em partes da Ásia, com grupos como os denisovanos.
No caso das Américas, estudos indicam que os povos originários descendem diretamente de populações vindas da Ásia há milhares de anos. Por isso, falar da pré-história do Brasil é também reconhecer uma conexão profunda com o continente asiático.
Nesta entrevista, Pedro Paulo Funari, historiador, antropólogo, arqueólogo, professor da Unicamp e autor de livros como “Pré-história do Brasil”, da Editora Contexto, ajuda a ampliar esse olhar. Mais do que revisitar o passado, a conversa lembra que o Brasil não começou em 1500 e que conhecer a história, os saberes, as línguas, a arte e a cultura dos povos indígenas é essencial para contar quem são os brasileiros, de fato, com mais justiça, respeito e verdade.
