Vai pra China, Eduardo!

Novo documentário do ICL – Instituto Conhecimento Liberta fecha a trilogia que analisa modelos econômicos e sociais fora do eixo tradicional do Ocidente.
Casa TCL na BAB

“Hoje, com as cozinhas integradas e cada vez mais centrais na casa, o eletrodoméstico muitas vezes vira um desafio para o arquiteto, porque é grande e difícil de incorporar. Mas, quando existe um bom estudo de design, ele deixa de ser algo a esconder e passa a fazer parte da decoração.” É essa incorporação harmoniosa, assinada pelo arquiteto Ricardo Abreu, que o visitante poderá ver na Casa TCL, na primeira Bienal Brasileira de Arquitetura Brasileira. A proposta une a tecnologia da marca chinesa ao morar brasileiro e, como explica Ricardo, parte do “conceito do convívio” para transformar TVs e eletrodomésticos em elementos da decoração totalmente integrados. Uma leitura que ajuda a mostrar como a TCL SEMP se adapta às rotinas e aos espaços da casa brasileira.
Mais do que tecnologia, a China como motor de esperança

O veterinário Arthur Catunda de Freitas é um dos jovens brasileiros que escolheram estudar na China. Mas a experiência no país asiático ultrapassa a formação acadêmica e se conecta a uma constatação mais ampla: a de que processos profundos de transformação social e econômica podem, de fato, acontecer.
“Se a China, que estava muito pior do que o Brasil, conseguiu se transformar no que é hoje, nós também conseguimos.” Com essa avaliação, ele afirma ser grato por sua vivência ter mudado sua percepção de futuro e resgatado sua esperança de que uma sociedade menos desigual e mais equilibrada também possa se tornar uma realidade brasileira.
E são essas reflexões que ele compartilha em seu instagram, quase como crônicas digiais, descontruindo estereótipos e a ampliando o entendimento sobre a vida chinesa contemporânea, como conta detalha na entrevista a seguir.
Do café ao chip: a revolução produtiva do Vietnã

As imagens sintetizam, de forma quase didática, uma das transformações mais impressionantes da economia global nas últimas três décadas: a mudança estrutural do Vietnã de uma economia primário-exportadora para uma potência manufatureira e tecnológica. Em 1995, o país ainda exibia um padrão típico de especialização em produtos de baixa complexidade, com forte presença de commodities agrícolas e recursos naturais. Em 2024, o quadro é radicalmente distinto: eletrônicos, máquinas e cadeias industriais sofisticadas dominam a pauta exportadora.
Cinema coreano

Cinema gratuito
O Cineclube Arlindo Machado, da PUC-SP, exibe nesta terça, 17 de março, às 19h, o filme sul-coreano A Única Saída, de Park Chan-wook, com entrada gratuita. Após a sessão, o cineasta e professor Rubens Rewald participa de debate aberto ao público. A atividade integra a programação em parceria com o Festival de Cinema Coreano (KOFF).
Serviço: Auditório Paulo Freire, TUCA (Rua Monte Alegre, 1024, Perdizes, São Paulo). Gratuito.
Para além do que é visto

Quando se fala em cultura coreana, os primeiros exemplos costumam vir do K-pop, das séries ou do cinema que conquistaram audiências internacionais. Porém, por trás desse fenômeno conhecido como K-culture, existe um ecossistema cultural mais amplo, formado por tradições, saberes e práticas artísticas que sustentam essa presença global.
Entre essas expressões está a minhwa, pintura popular coreana marcada por simbolismos e narrativas ligadas à vida cotidiana. Durante séculos, tigres, flores, pássaros ou estantes de livros foram retratados não apenas como imagens decorativas, mas como portadores de desejos coletivos de prosperidade, longevidade e harmonia familiar.
Em viagem ao Brasil para a abertura da exposição Rota da Minhwa: dois espaços, uma experiência, no Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), os professores da Universidade Dongduk — Song Chang-su, especialista na prática da minhwa, e Kim Min, pesquisador dedicado à ciência dos materiais e à conservação do patrimônio cultural — concederam entrevista ao Conexão Ásia.
A seguir, explicam como essa tradição continua a se reinventar e por que compreendê-la exige ir além da superfície das imagens.
Comida como oferenda, mas para “deuses” humanos

Qual a probabilidade de uma profissional de Estatística virar especialista em gastronomia? Pois a chinesa Jiang Pu faz parte dessa amostra. Formada pela USP – Universidade de São Paulo, ela não hesitou quando, depois de um ano de trabalho, achou melhor abrir mão do emprego para trocar percentuais e planilhas pelo prazer de cozinhar. Incentivada por amigos, ela se inscreveu no reality MasterChef Brasil, conquistando o terceiro lugar na segunda temporada do programa. Desde então, construiu uma trajetória na gastronomia como consultora, vem ampliando sua atuação na área e destaca-se pelo conhecimento da culinária chinesa, tema sobre o qual fala na entrevista a seguir.
Civilização Ecológica e superação dos desafios climáticos

A década atual vem apresentando uma série de desafios na implementação de medidas eficazes para conter o avanço do aquecimento global. Desde a década de 1990, inúmeros fóruns climáticos internacionais têm discutido maneiras de firmar metas e comprometimentos para que cada país possa contribuir na diminuição da poluição atmosférica.
Criatividade, a commodity mais valiosa do mundo

O intercâmbio cultural dentro do mercado de comunicação e marketing brasileiro avança à medida que empresas chinesas ampliam sua presença no Brasil e no Ocidente em geral. Esse movimento impõe desafios às equipes locais, que passam a atuar em ambientes marcados por diferenças de ritmo, linguagem, processos decisórios e referências culturais. Nesse contexto, compreender culturas deixa de ser uma questão protocolar e passa a ser um fator de desempenho. É quando entra em cena profissionais como Pierre Loo, que traduzem esse encontro entre Oriente e Ocidente com autoridade. Criativo premiado e líder com sólida atuação internacional, ele construiu sua carreira navegando entre esses dois universos, conectando estratégias globais a sensibilidades locais. Sua trajetória serve de exemplo do quanto, nesse mundo interligado, é importante a capacidade de dialogar entre culturas e de entender que – como ele mesmo diz – a criatividade é a commodity mais valiosa de todas.
Desvendando a esfinge chinesa

A atual foto de perfil no instagram do pesquisador e empreendedor chinês Yuanpu Huang – @yuanunpackschina – o mostra à frente da grande estátua da Esfinge de Gizé, no Egito. A mesma que, na mitologia, propunha um enigma aos viajantes que por ela passavam: “Decifra-me ou te devoro”. Para ele, mestre em relações internacionais pela China Foreign Affairs University, com formação em finanças pela Universidade Tsinghua e outras formações pela Universidade de Nova York, a ideia da foto foi mais convidativa. Seu objetivo foi mostrar que a nova geração chinesa está mais aberta a conhecer outras culturas e interagir com novos mercados. Fundador da EqualOcean, plataforma global de pesquisa e consultoria em inovação e globalização chinesas, ele tem buscado ampliar essa percepção. E, se alguém ainda vê a China como uma esfinge cheia de mistérios e pronta para devorar o primeiro que passar, Yuan deixa qualquer enigma de lado e é direto ao desvendar o próprio país, sem medo de encarar as esfinges dos demais.