Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

Como empresas multinacionais podem preencher as lacunas em uma economia global fragmentada

Em um mundo cada vez mais fragmentado, as empresas multinacionais podem atuar como uma força econômica estabilizadora entre diferentes mercados.

Ao expandirem sua presença global, as multinacionais podem compartilhar inovações tecnológicas e desenvolver capacidade industrial local, integrando mercados emergentes à economia global.

Escalar ideias promissoras para gerar impacto em toda a economia global é um dos principais focos da Reunião Anual dos Novos Campeões do Fórum Econômico Mundial, também conhecida como “Davos de Verão”, realizada na China entre 23 e 25 de junho de 2026.

O mundo atravessa um período de profunda transição econômica. Nos últimos anos, mudanças geopolíticas e econômicas colocaram à prova cadeias de suprimentos que, até pouco tempo atrás, pareciam consolidadas.

Para as empresas que atuam em diversos mercados, isso significa operar em um ambiente muito mais complexo e imprevisível. Também contribuiu para que o Fundo Monetário Internacional projetasse um crescimento econômico global de apenas 3,1% em 2026, abaixo da média histórica de 3,7%. A Organização Mundial do Comércio projeta que o crescimento do comércio de bens cairá para 1,9% em 2026, o menor nível em uma década.

Ciclo de Mangá

Essa é para quem gosta de mangás. A Japan House São Paulo promove, no dia 18 de julho, uma edição especial do Ciclo de Mangá, evento dedicado à leitura e discussão sobre quadrinhos japoneses. Dessa vez, o tema é “Golden Kamuy”, obra do autor Satoru Noda que conquistou leitores ao combinar aventura, acontecimentos históricos e referências à cultura do povo ainu – comunidade indígena originária do norte do Japão. Gratuita, a atividade convida o público a mergulhar em um dos universos mais singulares dos quadrinhos japoneses contemporâneos.

Ambientada nos anos posteriores à Guerra Russo-Japonesa, a narrativa acompanha a busca por um tesouro escondido enquanto apresenta aspectos da história, da língua e dos costumes ainu. Para além da aventura, a obra tem desempenhado um papel importante na divulgação da cultura desse povo, frequentemente marginalizado ao longo da história japonesa e ainda pouco conhecido pelo público brasileiro.

Ao trazer “Golden Kamuy” para o centro do debate, a iniciativa também amplia a compreensão sobre a diversidade cultural do Japão, contribuindo para superar visões simplistas e estereótipos que frequentemente reduzem o país a elementos da cultura pop ou aos grandes centros urbanos. Nesse sentido, o encontro oferece uma oportunidade para conhecer tradições, memórias e formas de vida que ajudam a compor a complexidade histórica e social do arquipélago japonês.

Mais do que discutir um mangá de sucesso, o evento propõe uma reflexão sobre como a literatura e as artes podem servir de ponte para aproximar diferentes culturas e tornar visíveis histórias que, por muito tempo, permaneceram à margem.
Ambientada nos anos posteriores à Guerra Russo-Japonesa, a narrativa acompanha a busca por um tesouro escondido enquanto apresenta aspectos da história, da língua e dos costumes ainu. Para além da aventura, a obra tem desempenhado um papel importante na divulgação da cultura desse povo, frequentemente marginalizado ao longo da história japonesa e ainda pouco conhecido pelo público brasileiro.

Ao trazer Golden Kamuy para o centro do debate, a iniciativa também amplia a compreensão sobre a diversidade cultural do Japão, contribuindo para superar visões simplistas e estereótipos que frequentemente reduzem o país a elementos da cultura pop ou aos grandes centros urbanos. Nesse sentido, o encontro oferece uma oportunidade para conhecer tradições, memórias e formas de vida que ajudam a compor a complexidade histórica e social do arquipélago japonês.

Mais do que discutir um mangá de sucesso, o evento propõe uma reflexão sobre como a literatura e as artes podem servir de ponte para aproximar diferentes culturas e tornar visíveis histórias que, por muito tempo, permaneceram à margem.

Aventuras Futebolísticas em Bangladesh

A Copa do Mundo da FIFA está chegando ao fim, mas a programação deste fim de semana promete manter acesa a paixão dos aficionados por futebol. O Museu da Imigração, em São Paulo, recebe a exibição do documentário “Dhaka Vibra – Aventuras Futebolísticas em Bangladesh”, acompanhada de uma roda de conversa com o diretor do filme e convidados. 

O filme acompanha a jornada do cineasta Rafael Bergamaschi por Bangladesh em busca de registrar o pulsante entusiasmo pelo futebol no país. A obra apresenta ao espectador um fenômeno cultural pouco conhecido: um povo encantado pelas seleções brasileira e argentina, que vive intensamente uma rivalidade situada a mais de 15 mil quilômetros de distância.

Após a sessão, o público poderá participar de uma roda de conversa com o diretor Rafael Bergamaschi e convidados, ampliando o debate sobre as conexões culturais reveladas pelo documentário e sobre a forma como o futebol é capaz de unir povos distantes.
O filme acompanha a jornada do cineasta Rafael Bergamaschi por Bangladesh em busca de registrar o pulsante entusiasmo pelo futebol no país. A obra apresenta ao espectador um fenômeno cultural pouco conhecido: um povo encantado pelas seleções brasileira e argentina, que vive intensamente uma rivalidade situada a mais de 15 mil quilômetros de distância.

Após a sessão, o público poderá participar de uma roda de conversa com o diretor Rafael Bergamaschi e convidados, ampliando o debate sobre as conexões culturais reveladas pelo documentário e sobre a forma como o futebol é capaz de unir povos distantes.

Entre Cerejeiras e Estrelas

O inverno paulistano voltará a ganhar tons de rosa com a chegada da 46ª Festa das Cerejeiras e da 6ª edição do Festival das Estrelas Tanabata ao Parque do Carmo, na zona leste da capital. Ao longo de dois fins de semana, a programação reúne apresentações culturais, gastronomia e atividades inspiradas nas tradições japonesas em meio ao bosque de cerejeiras do parque.

Além da florada, um dos momentos mais aguardados do ano, o evento contará com apresentações de grupos de dança folclórica, músicos, bailarinos e performances de taiko, os tradicionais tambores japoneses. As atividades estarão distribuídas entre a arena principal, a praça de alimentação, o Bosque das Cerejeiras e o Planetário do Carmo, ampliando a experiência do público com diferentes manifestações da cultura japonesa.

A programação também incorpora o Tanabata, conhecido como Festival das Estrelas, celebração tradicional japonesa marcada pelos pedidos escritos em tiras de papel e pendurados em ramos de bambu. Realizado anualmente no Japão, o festival tem origem em antigas tradições asiáticas e simboliza o encontro entre as estrelas Orihime e Hikoboshi.

Com entrada gratuita, a festa é organizada pela Federação Sakura e Ipê do Brasil. O bosque abriga milhares de cerejeiras e recebe visitantes de diferentes regiões da cidade para celebrar o hanami, costume japonês de contemplar a floração das árvores.

Cinema japonês no Sesc São Caetano

Dos cenários distópicos de Akira às paisagens melancólicas de Angel’s Egg, o Sesc São Caetano recebe, ao longo de julho, uma mostra gratuita dedicada a alguns dos títulos mais emblemáticos da animação japonesa. Com sessões aos sábados, às 16h, a programação reúne produções que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar os animes como uma das mais influentes expressões do audiovisual contemporâneo.

A seleção tem início com Akira (1988), obra-prima de Katsuhiro Otomo que redefiniu a ficção científica no cinema de animação. Na semana seguinte, o público poderá assistir a Vidas ao Vento (2013), dirigido por Hayao Miyazaki, seguido por Nausicaä do Vale do Vento (1984), longa que antecipa temas que se tornariam centrais na trajetória do cineasta japonês. Encerrando a mostra, Angel’s Egg (1985), de Mamoru Oshii, leva às telas uma narrativa marcada pelo simbolismo e pela contemplação.

Ao reunir produções de diferentes períodos e estilos, a programação convida tanto admiradores da cultura japonesa quanto espectadores interessados em grandes narrativas cinematográficas a revisitar obras que continuam influenciando artistas, cineastas e a cultura pop ao redor do mundo. Todas as sessões são gratuitas e os convites serão distribuídos no próprio local, sujeitos à capacidade do espaço.

“Haenyeo, Mulheres do Mar” 

Uma exposição sobre as lendárias mergulhadoras da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, está em cartaz até 30 de agosto na Kobbi Gallery, em São Paulo. “Haenyeo, Mulheres do Mar” reúne fotografias de Luciano Candisani sobre o cotidiano dessas mulheres, que mergulham em apneia a cerca de 20 metros de profundidade para coletar frutos do mar – tradição reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade.

As imagens, produzidas durante duas viagens do fotógrafo ao país, registram diferentes momentos da rotina das haenyeo, desde a preparação para os mergulhos até a relação cotidiana que mantêm com a paisagem marítima da ilha. A mostra oferece, assim, uma nova perspectiva sobre uma prática preservada há séculos e ainda pouco conhecida fora da Coreia do Sul.

Marcadas pela estética monocromática, as fotografias evidenciam a força simbólica dessas mergulhadoras, responsáveis pelo sustento de suas famílias por meio do trabalho no mar, e revelam a relação singular que mantêm com o oceano e com o território que habitam.

Cursos gratuitos de cultura coreana

O Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) volta a abrir inscrições para seus cursos gratuitos e presenciais no segundo semestre de 2026. A partir das 10h do dia 13 de julho, o público poderá se candidatar às vagas para aulas de língua coreana, K-Dance e taekwondo, oferecidas em parceria com instituições culturais da cidade de São Paulo, ampliando as oportunidades de contato com diferentes manifestações da cultura sul-coreana.

Entre as opções está o curso de língua coreana, realizado em parceria com o Instituto Rei Sejong e voltado a alunos do nível iniciante ao avançado, com o objetivo de desenvolver o aprendizado do idioma de forma estruturada. Já o K-Dance oferece aulas inspiradas nas coreografias do pop sul-coreano, enquanto o taekwondo apresenta aos participantes a tradicional arte marcial coreana, combinando técnicas esportivas, disciplina e condicionamento físico.

Cores da China

A Orquestra Chinesa de Shanghai desembarca no Brasil com o espetáculo “Cores da China”, unindo tradição musical e contemporaneidade em uma turnê que integra a programação oficial do Ano Cultural Brasil-China 2026.

Alimentação na China Antiga

Para quem gosta de história, vale a visita ao Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro, onde está sendo exibida a mostra “Sabores da Tradição – História da Alimentação na China Antiga”. A exposição abriga um acervo de artefatos que ampliam o intercâmbio cultural com países estrangeiros.

A exibição faz parte da programação do Ano Cultural Brasil-China, que busca estreitar laços entre os dois países e aproximar o público da cultura chinesa. Com coordenação geral da Expomus e articulação institucional do Ministério da Cultura, a mostra fica em cartaz até 11 de outubro, com mais  de 120 objetos cedidos temporáriamente pelo Museu Nacional da China, em Pequim, cobrindo um arco temporal de 10 mil anos.

A exposição demonstra a riqueza cultural da culinária chinesa e como esta se entremeia na tradição dos mais diversos povos. O circuito expositivo vai além das vitrines e traz recursos tecnológicos, incluindo projeções digitais e telas interativas que recriam banquetes imperiais.

Com entrada gratuita, a visitação ocorre de quarta a domingo, das 10h às 18h, com a última entrada permitida até às 17h.

Serviço

Evento: Exposição “Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga”

Realização: Ministério da Cultura, Ibram, Museu Histórico Nacional e Museu Nacional da China

Data: de 27/06/2026 até 11/10/2026

Horário: de quarta a domingo das 10h às 18h 

Local: Museu Histórico Nacional (MHN)

Endereço: Praça Marechal Âncora, s/nº, Centro, Rio de Janeiro – RJ

Entrada: gratuita

27º Festival do Japão

Considerada a maior celebração de cultura japonesa do mundo, o Festival do Japão realiza sua 27ª edição entre os dias 10 e 12 de julho, no São Paulo Expo. O evento reúne o melhor da gastronomia, arte, cultura pop, esportes, bem-estar, experiências interativas e tradições preservadas ao longo de gerações.  

Realizado pela KENREN (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil), o festival não possui fins lucrativos e auxilia na manutenção das 47 associações de províncias e sete entidades beneficentes da comunidade nipo-brasileira, mobilizando mais de 15.000 voluntários. 

Através de sua extensa programação de atividades e apresentações que atendem os mais diversos públicos, a iniciativa reafirma seu papel como importante plataforma de intercâmbio cultural em um encontro onde os laços entre pessoas, histórias e gerações seguem vivos e em constante construção.

Com ingressos à venda online até o dia 9 de julho, o evento conta com entrada gratuita para crianças até 8 anos, mulheres acima de 65 anos, homens acima de 70 anos e pessoas com deficiência. A entrada de menores de 18 anos só será permitida quando acompanhados pelos pais ou responsáveis legais.

Serviço

Evento: 27º Festival do Japão

Realização: Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil – KENREN

Datas e Horários:

10/07 (Sexta-feira) – 11h às 21h

11/07 (Sábado) – 9h às 21h

12/07 (Domingo) – 9h às 18h

Local: São Paulo Expo Exhibition & Convention Center

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5, São Paulo – SP

Ingressos e vendas: Online pelo site Guiche Web