Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

O papel do Ano Novo Chinês no calendário brasileiro

As celebrações do Ano Novo Chinês já integram o calendário cultural da comunidade chinesa no Brasil, ocupando ruas, centros culturais e agendas institucionais nas grandes cidades. Mais do que uma data festiva, o evento expressa uma forma própria de organizar o tempo, valorizar a família e compreender a relação entre trabalho, natureza e sociedade. Aqui no Brasil, onde as relações com a China crescem de forma consistente, essas celebrações são oportunidades para marcas e profissionais que dialogam com o público chinês. É nesse contexto que Bob Wei, presidente da Chinarte – empresa que há mais de 20 anos atua na construção de pontes entre China e Brasil por meio de soluções de comunicação – explica por que entender esses códigos culturais deixou de ser curiosidade e passou a ser estratégia.

Curso de Hangul

Estão abertas as inscrições para o curso de escrita coreana, oferecido pelo Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB).

+ Produção local

Depois de bater a Tesla e liderar as vendas globais de veículos elétricos, a chinesa BYD avança no Brasil.

Uma rota para diálogos

Eu ainda me lembro da sensação de frustração ao ouvir aqueles colegas recém-chegados à escola e não conseguir compreender uma única palavra. Sabia que falavam chinês, mas não tinha ideia do que conversavam. Naquela época, cheia de inseguranças da adolescência, não rompi a barreira da língua para me aproximar deles.

Em Busca de Hansik

Até 1º de fevereiro de 2026, o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) realiza a mostra inspirada no fotolivro Coreia do Sul

Tecnologia na veia

A consolidação da China como um dos principais polos globais de biotecnologia tem impactos diretos sobre sistemas de saúde, pesquisa científica e estratégias de inovação em diversos países, incluindo o Brasil. À frente da MGI Tech, empresa chinesa com atuação em mais de 100 mercados, Duncan Yu explica nesta entrevista como tecnologias de sequenciamento genético, automação laboratorial entre outros vêm sendo incorporadas a políticas públicas, projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à sustentabilidade. Ao detalhar a atuação da companhia no Brasil, o executivo aborda o modelo chinês de desenvolvimento tecnológico, suas parcerias locais e os efeitos práticos dessa estratégia para a ciência, a saúde e o ambiente de negócios na relação bilateral entre Brasil e China.

“Mandarim como ativo profissional”

Idealizador da implementação do primeiro Instituto Confúcio do Brasil, inaugurado em 2008, o professor Luis Antonio Paulino foi pioneiro ao enxergar a dimensão estratégica que a China teria para o país no século 21. Hoje, à frente de uma rede presente em todo o território nacional, responsável pelo ensino da língua e divulgação da cultura chinesa, ele defende o estudo do mandarim como ferramenta essencial. E isso de forma acadêmica e profissional, especialmente para quem atua em um ambiente cada vez mais integrado ao eixo Brasil-China, como especialistas em propaganda e marketing.

Muito além da burocracia

A relação Brasil-China avança, e com ela as oportunidades de negócios. Mas é preciso ir além da burocracia jurídica, das formalidades contratuais e das missões que viram turismo. Negociações eficazes nascem da leitura das sutilezas culturais e dos modos de trabalho que só quem vive as duas realidades consegue interpretar. É nesse ponto que a atuação da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) torna-se decisiva, como fica evidente na entrevista a seguir com o seu presidenteexecutivo, Oscar Wei.

Mais espaço para livros chineses

Habituado a encarar multidões que se debruçam sobre as bancas das editoras durante as feiras de livros, o editor da Anita Garibaldi e coordenador do Centro de Documentação e Memória da Fundação Maurício Grabois, Cláudio Gonzalez, tem um termômetro preciso das preferências do público sobre os títulos. E na última Feira do Livro da USP, em novembro, uma preferência ficou ainda mais clara: o interesse por obras chinesas e sobre a China é uma realidade crescente. Na entrevista a seguir, ele fala de oportunidades e desafios para o segmento editorial aproveitar esse momento.

Desafio aceito

“Como você vai largar sua carreira para trabalhar com confecção?” Foi essa a pergunta que a publicitária Cinthia Kim ouviu dos pais coreanos ao trocar a vida corporativa pelo negócio da família no Bom Retiro, bairro paulistano que segue crescendo sob uma forte influência coreana. A escolha se mostrou acertada e a levou à presidência da Associação Brasileira da Indústria do Vestuário (ABIV). Hoje, como a primeira mulher à frente da entidade, ela busca reposicionar a percepção pública do bairro ao peso econômico e cultural real que ele tem.