Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

K-Beauty na Virada Cultural

Nem a chuva do fim de semana diminuiu o interesse do público pela K-Beauty Premium Pop-Up Store, atração instalada na sede do Centro Cultural Coreano no Brasil, durante a 21ª Virada Cultural de São Paulo. Realizado pela Korea International Trade Association (KITA), em parceria com o Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB) e a Korea Trade-Investment Promotion Agency (KOTRA), o espaço recebeu fãs e interessados em cosméticos coreanos, incluindo marcas que ainda não chegaram oficialmente ao mercado brasileiro.

A programação inclui experimentação e venda de produtos, ambientes instagramáveis, distribuição de brindes e ações interativas voltadas ao universo da beleza sul-coreana. A proposta aproxima o público brasileiro de uma das tendências mais fortes da cultura contemporânea da Coreia do Sul, que vem conquistando cada vez mais espaço no Brasil por meio da música, do audiovisual, da gastronomia e também dos cuidados com a pele.

No andar superior do CCCB, a programação também inclui ações de K-Food, com exposição, degustação de produtos e experiências interativas relacionadas à culinária coreana. A atração tem entrada gratuita e segue até domingo, 24 de maio, com o encerramento da Virada Cultural.

Vietnã para além de Hollywood

Valter Peixoto nasceu em Santos, São Paulo, cidade onde o maior porto da América Latina aproxima o Brasil do mundo todos os dias. Nesse ambiente, marcado pela circulação de mercadorias e pelo encontro entre diferentes países, ele iniciou uma trajetória profissional.

Especialista em comércio exterior, com pós-graduação em relações internacionais e uma veia de comunicador, Valter encontrou no podcast Mente Mundo uma forma de transformar curiosidade, pesquisa e análise em conteúdo acessível. Seu olhar se voltou para o Sudeste Asiático, mas nesta entrevista ele fala especificamente do Vietnã, país muitas vezes ainda visto pelo imaginário ocidental a partir da guerra e das narrativas de Hollywood.

Para ele, no entanto, o Vietnã precisa entrar no radar dos brasileiros como exemplo de desenvolvimento, estratégia, resiliência histórica e pragmatismo econômico, como conta a seguir.

Build Your Dream Award

BYD cria prêmio no Festival de Cinema de Cannes para dar visibilidade a novos talentos do cinema internacional. A iniciativa faz parte de uma parceria com o estúdio europeu Mediawan.

O prêmio será anunciado durante o festival e passa a destacar, anualmente, o melhor longa-metragem de estreia lançado nos cinemas franceses nos últimos 12 meses. Em sua primeira edição, a iniciativa reúne 15 filmes internacionais.

Ópera de Pequim na USP

A Companhia Nacional da Ópera de Pequim realiza um workshop gratuito no Centro Cultural Camargo Guarnieri, na USP, em São Paulo. A atividade integra a passagem da companhia pelo Brasil e oferece ao público uma oportunidade de aproximação com uma das expressões mais tradicionais das artes cênicas chinesas.

O público chinês entra no radar do marketing imobiliário brasileiro

O avanço das relações entre Brasil e China já não pode ser lido apenas como um tema diplomático, comercial ou industrial. Ele começa a produzir efeitos concretos sobre o consumo, a circulação de pessoas, a escolha de moradia e, consequentemente, sobre a forma como empresas brasileiras devem pensar produto, comunicação e experiência. No mercado imobiliário, esse movimento merece atenção especial.

Com a perspectiva de flexibilização de vistos para cidadãos chineses, o Brasil tende a se tornar um destino mais acessível para visitantes, executivos, investidores, equipes técnicas e famílias que circulam entre os dois países. Esse fluxo não interessa apenas ao turismo. Ele abre uma janela de oportunidade para diferentes segmentos econômicos, inclusive o imobiliário, que precisará estar mais preparado para compreender um público com hábitos, referências culturais e expectativas distintas das brasileiras.

Mo Yan no Fórum Unesp 50 Anos

O escritor chinês Mo Yan, Prêmio Nobel de Literatura em 2012, é um dos destaques do Fórum Unesp 50 Anos, que acontece de 13 a 15 de maio de 2026, em São Paulo. Ele abre o evento no dia 13 e participa, no dia 14, da mesa “Literatura sem fronteiras – Brasil e China”, ao lado do escritor brasileiro Milton Hatoum, imortal da Academia Brasileira de Letras.

Vai pra China, Eduardo!

Novo documentário do ICL – Instituto Conhecimento Liberta fecha a trilogia que analisa modelos econômicos e sociais fora do eixo tradicional do Ocidente.

Casa TCL na BAB

“Hoje, com as cozinhas integradas e cada vez mais centrais na casa, o eletrodoméstico muitas vezes vira um desafio para o arquiteto, porque é grande e difícil de incorporar. Mas, quando existe um bom estudo de design, ele deixa de ser algo a esconder e passa a fazer parte da decoração.” É essa incorporação harmoniosa, assinada pelo arquiteto Ricardo Abreu, que o visitante poderá ver na Casa TCL, na primeira Bienal Brasileira de Arquitetura Brasileira. A proposta une a tecnologia da marca chinesa ao morar brasileiro e, como explica Ricardo, parte do “conceito do convívio” para transformar TVs e eletrodomésticos em elementos da decoração totalmente integrados. Uma leitura que ajuda a mostrar como a TCL SEMP se adapta às rotinas e aos espaços da casa brasileira.

Mais do que tecnologia, a China como motor de esperança

O veterinário Arthur Catunda de Freitas é um dos jovens brasileiros que escolheram estudar na China. Mas a experiência no país asiático ultrapassa a formação acadêmica e se conecta a uma constatação mais ampla: a de que processos profundos de transformação social e econômica podem, de fato, acontecer.

“Se a China, que estava muito pior do que o Brasil, conseguiu se transformar no que é hoje, nós também conseguimos.” Com essa avaliação, ele afirma ser grato por sua vivência ter mudado sua percepção de futuro e resgatado sua esperança de que uma sociedade menos desigual e mais equilibrada também possa se tornar uma realidade brasileira.

E são essas reflexões que ele compartilha em seu instagram, quase como crônicas digitais, descontruindo estereótipos e ampliando o entendimento sobre a vida chinesa contemporânea, como conta na entrevista a seguir.

Do café ao chip: a revolução produtiva do Vietnã

As imagens sintetizam, de forma quase didática, uma das transformações mais impressionantes da economia global nas últimas três décadas: a mudança estrutural do Vietnã de uma economia primário-exportadora para uma potência manufatureira e tecnológica. Em 1995, o país ainda exibia um padrão típico de especialização em produtos de baixa complexidade, com forte presença de commodities agrícolas e recursos naturais. Em 2024, o quadro é radicalmente distinto: eletrônicos, máquinas e cadeias industriais sofisticadas dominam a pauta exportadora.

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