Relações interculturais com qualidade e profundidade

Relações interculturais
com qualidade e profundidade

Tradutores da história

Um vídeo de um intérprete entre os presidentes da China e da Rússia viralizou este ano, destacando a relevância da profissão. É sobre esse trabalho multifuncional, cada vez mais requisitado no país com a intensificação das relações BrasilChina, que o tradutor e intérprete de mandarim-português Andre Sun fala a seguir. Com mais de 20 anos de experiência, ele é mais do que uma peça-chave nesses diálogos. Ao intermediar traduções entre presidentes como os da China e do Brasil, ele ajuda a construir a própria história contemporânea global.

A cultura brasileira como inspiração

O que as diferentes regiões brasileiras podem inspirar em termos de unicidade? Qual o impacto da energia e da música de um povo na criatividade e na construção de uma narrativa de marketing? O que se pode aprender com a alternância de ofertas sazonais em uma feira de rua no Brasil? Esses e outros aspectos culturais têm sido elementos de observação detalhada do presidente da fabricante chinesa de smartphones Oppo para América Latina, Ethan Xue, que na entrevista a seguir também conta sobre os planos da empresa no país.

A sabedoria como regra de atuação

O historiador, sinólogo e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) André Bueno conta a seguir que o pensador chinês Kongzi – Confúcio na cultura ocidental – dizia que o sábio não maltrata nem as pessoas nem as palavras. Para ele, a linguagem é o centro da preservação cultural e da comunicação social. Entender o seu pensamento e as formas de comunicação como base para o respeito e a harmonia entre as pessoas e a natureza pode lembrar a profissionais de propaganda e marketing, que têm a linguagem como ferramenta de trabalho, da importância de sua responsabilidade social.

A educação como conexão

A educação é um tema que está diretamente relacionado à Coreia do Sul. O país que foi reconstruído no pós-guerra tendo a educação como sua base é hoje um exemplo para o mundo. E essa referência tem tido papel relevante na aproximação das culturas brasileira e sul-coreana. Quem visitou a última Feira Study in Korea no Brasil 2025 pode ver de perto o interesse dos jovens em viver a vida acadêmica no país asiático. Um movimento que abre oportunidades acadêmicas e de negócios para ambos os países, como conta o diretor do Centro de Educação Coreana, Park Sung Geun.

Japas muito além de estereótipos

Muito mais do que malte de cevada, lúpulo, levedura e água, as latinhas da Japas Cervejaria contêm um ingrediente único: ancestralidade. Seja pela história de suas famílias, do Japão e do Brasil ou de personagens que traduzem seus valores como mulheres nipo-brasileiras, cada cerveja produzida pelas sócias Fernanda Ueno, Maíra Kimura e Yumi Shimada revela um pouco do que são – descendentes de uma mistura de povos e de culturas, conscientes da importância de suas origens, como conta Fernanda a seguir.

O cotidiano como base para inovação

Menor do que o estado do Rio de Janeiro e com uma população aproximada da cidade de São Paulo e região metropolitana, Taiwan é reconhecida como polo global de desenvolvimento de semicondutores. E é de lá que a MediaTek vem conquistando o mundo como líder na fabricação de chips para smartphones e smart TVs. Trabalho que, como diz Samir Vani, diretor da empresa para a América Latina, requer um sofisticado conhecimento tecnológico, mas principalmente um olhar contínuo para o cotidiano, uma vez que é das necessidades das pessoas que essa tecnologia se traduz, de fato, em inovação. Confira a sua entrevista a seguir.

Por mais engajamento e conversão

O que hoje chamamos de live commerce já fazia parte do cotidiano brasileiro bem antes das redes sociais. ‘Quem não lembra do Shoptime?’, pergunta Fernando Mansano, presidente do ComEcomm, maior grupo de empreendedorismo e aceleração de e-commerce do país, e da Associação brasileira de comércio eletrônico – Abcomm. Para ele, o Brasil tem potencial de transformar o live commerce em uma estratégia sólida de vendas online e sugere olharmos o que está sendo feito na China. Na entrevista a seguir, ele conta detalhes do que se pode aprender com os chineses para se vender mais e melhor no ambiente digital.

A força da ancestralidade

Cineasta e diretor de projetos premiados, como a coletânea de livros infantis ‘Amar’ e o curta ‘Sangro’, Tiago Minamisawa passou a demonstrar em seu trabalho a força da sua ancestralidade. Descendente de japoneses por parte de pai, ele transformou a busca por autoconhecimento em potência criativa. Em produções como ‘Kabuki’, ele traz uma questão social fortemente brasileira, a morte de pessoas trans, mas se inspirou na cultura oriental para potencializar a sua narrativa, misturando elementos ocidentais em um encontro estético e político entre dois mundos que, na verdade, o definem.

O tsunami K-food está chegando

Se repetir a mesma intensidade do K-pop e dos K-dramas, a K-food tem tudo para se tornar um tsunami na conquista de corações (e estômagos) dos brasileiros. Isso representa uma série de oportunidades para marcas e profissionais que desejam surfar a ‘Hallyu’, a onda coreana que já se espalhou pelo mundo. Nesta entrevista, o diretor do Centro Cultural Coreano no Brasil (CCCB), Cheul Hong Kim, compartilha iniciativas que vêm impulsionando essa expansão, como o ‘Universo K-food’, que ocorre até 1º de agosto no próprio CCCB, em São Paulo.

A “Copa do Mundo” da robótica e IA

De 15 a 21 de julho, Salvador será o “estádio” da RoboCup Brasil 2025, considerada uma das mais importantes competições mundiais do segmento. Para Marco Simões, presidente do conselho da RoboCup Brasil, a iniciativa é um importante momento de networking e troca de experiências, principalmente com países líderes dessas áreas, como a China. “Com a RoboCup, temos uma oportunidade real de acesso a essa cultura”, diz ele. Simões também destaca como o evento pode inspirar profissionais de marketing e comunicação a se adaptarem às novas demandas dessa revolução tecnológica.