A “Copa do Mundo” da robótica e IA

De 15 a 21 de julho, Salvador será o “estádio” da RoboCup Brasil 2025, considerada uma das mais importantes competições mundiais do segmento. Para Marco Simões, presidente do conselho da RoboCup Brasil, a iniciativa é um importante momento de networking e troca de experiências, principalmente com países líderes dessas áreas, como a China. “Com a RoboCup, temos uma oportunidade real de acesso a essa cultura”, diz ele. Simões também destaca como o evento pode inspirar profissionais de marketing e comunicação a se adaptarem às novas demandas dessa revolução tecnológica.
Tecnologia humanizada

Cidades chinesas como Xangai despertam admiração mundial com sua paisagem urbana de alto impacto visual, marcada por fachadas interativas, painéis de LED gigantes e mídia digital em larga escala. No Brasil, a TCL Semp dá um gostinho dessa estética com ações como o patrocínio à 11ª edição do Cine Vista, no JK Iguatemi (SP). Nesta entrevista, Dale Chen, diretor de marketing para a América Latina, fala, entre outras coisas, sobre como essa inovação digital, tão celebrada na China, com uma abordagem humanizada, tão fundamental para os brasileiros, é importante para uma comunicação eficaz e um crescimento sustentável nesse mercado.
Reputação é ativo de negócio

Para que a experiência do cliente se traduza, efetivamente, em resultado de negócio, é preciso entender que a comunicação parte do que ele vive com a marca, e não do que ela diz. Essa é a visão de Felipe Paniago, CMO do Reclame Aqui, após mais uma imersão na China sobre a jornada de consumo, compartilhada no evento da empresa, o RA Trust Executive. O executivo reforça a importância de cada interação ser planejada com intenção. “Não se trata apenas de tecnologia, mas de uma cultura de cuidado, onde o atendimento é projetado para entregar eficiência e gerar impacto direto na percepção da marca.”
O último estágio de sucesso

Quando se fala em desenvolvimento, não tem como não se olhar para a Ásia. Embora a China seja o grande destaque no momento, o país está na ponta de um estágio de evolução econômica que começou no Japão após a Segunda Guerra. E é fundamental que o trade de publicidade e marketing esteja atento a esse novo cenário, porque como nos conta Paulo Gala – economista, especialista em desenvolvimento econômico e um dos grandes estudiosos da China e da Ásia, em geral – é de lá que vêm as grandes oportunidades hoje. E onde há oportunidade, há necessidade de comunicar, propagar e, claro, vender.
‘Soft power’, a força do intangível

O interesse pela China vai além de comércio e economia. Cresce sua imagem atrativa na mídia, em intercâmbios acadêmicos, culturais e missões de negócios, rompendo estereótipos e preenchendo o imaginário com novos valores. É o ‘soft power’ em ação — influência e persuasão via cultura —, como explica a professora Mayara Araujo, pesquisadora de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF). “A grande vantagem do conceito é abrir espaço para entender o papel simbólico da cultura e da mídia diante do contexto das relações internacionais”, diz ela.
‘A moda como passaporte para o leste’

Se tem uma coisa que fica evidente para quem tem algum tipo de contato com o trabalho do jovem diretor de criação, designer de moda e fundador da Musgu (@musgu.inc), Yanly Kassin Erh, é que a ele não falta imaginação. Então, não seria uma linha imaginária como a do Meridiano de Greenwich que o impediria de ir atrás de suas inspirações para criar, ainda que do outro lado do mundo. E foi rompendo esse eixo entre o ocidente e o oriente, além de tantas outras barreiras, que Yanly, filho de um dos ícones da publicidade brasileira, Erh Ray, foi morar em Tóquio, no Japão, como conta na entrevista a seguir.
Made in Bangladesh

Basta olhar as etiquetas de roupas de redes de vestuário no Brasil para ver o “Made in Bangladesh”. Um dos maiores exportadores do mundo do setor, o país asiático conquistou seu espaço no mercado brasileiro. E a tendência é crescer, se depender de iniciativas como a da Câmara de Comércio e Indústria BrasilBangladesh (BBCCI), responsável pela Made in Bangladesh Expo 2025 (15 a 18 de junho no Novotel São Paulo Center Norte – madeinbangladesh.com.br). Nesta entrevista, o vice-presidente da BBCCI, Muhammad Saiful Alam, fala do que pode ser ampliado nessa relação e até de como os profissionais de marketing podem se beneficiar dela.
Vagas abertas

Quais as oportunidades de trabalho em uma empresa chinesa? O que é preciso saber sobre sua cultura organizacional? Há, de fato, uma barreira linguística? Essas são dúvidas que podem ser esclarecidas na 7ª Feira de Recrutamento de Empresas Chinesas (31/5), organizada pelo IEST Group com a Associação Brasileira de Empresas Chinesas (ABEC) e o Instituto Confúcio na Unesp. O evento ocorre na Faculdade ESEG – Grupo Etapa, em São Paulo (https://fremc. iestgroup.com/). Nesta entrevista, o chief operating officer (COO) do IEST Group, Lucas Peng, já antecipa aqui algumas respostas, até porque a sua história serve de exemplo.
Desvendando os ideogramas chineses

Nem o sotaque carioca que encobre um português perfeito esconde a nacionalidade da professora de mandarim Chen Xiaofen. E nem ela tem essa intenção. Promotora da cultura chinesa, ela ganhou muita visibilidade com seu curso online chinesmaster.com.br. Na entrevista a seguir, ela conta que a maior dificuldade em ensinar chinês é romper a descrença que muitos alunos impõem a si mesmos para aprender. E para os que têm medo dos “tracinhos”, ela mostra toda beleza dos ideogramas por meio da sua simbologia, história, poesia, humor, trocadilhos e tudo mais que cabe à riqueza de uma língua.
A K-Arte como bigorna cultural global

O que um país do outro lado do planeta do tamanho de Pernambuco pode ensinar ao mundo sobre arte? Pois foi isso que a jornalista, historiadora e especialista em arte contemporânea Julia Flamingo foi saber na Coreia do Sul. Nômade digital, ela é fundadora da Bigorna (@bigorna_art), uma plataforma cultural que fomenta o pensamento crítico por meio de conteúdo e cursos tendo a arte como base. Inspirada na ferramenta que molda metais, ela acredita que a arte tem o poder de uma bigorna para remodelar pensamentos rígidos, muitas vezes enviesados e preconceituosos. E a partir daí foi ver in loco como e por que a K-Arte está moldando a cultura global.